Asas


No fundo do poço a observar
As estrias das paredes sangrar
Ruídos de demônios a espreitar
A morte nos cantos se arrastar

As trevas me abraçar
O silêncio profundo me atravessar
Meus pés na lama atolar
O peso do mundo me esmagar

A dor visceral me calar
A maldição me condenar
O ódio meu coração pulsar
Como Antolhos a me cegar

O cansaço fez meu corpo se inclinar
Meus joelhos se dobrar
Minhas mãos no barro penetrar
Uma voz ao longe a sussurrar

“Bem vinda ao fundo do poço milenar
Daqui não vais mais afundar
Só tem um jeito de se salvar
É para cima escalar.”

Levei para cima meu olhar
Através da tampa vi o luar
Quando o medo parei de escutar
Descobri que tinha asas e sabia voar.

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A Escuridão

Na escuridão da noite a soluçar
A sombra se inclina a me tocar
Seus braços frios a me abraçar
Suas mãos densas a me atravessar

Minha alma cansada acorrentar
Nas paredes desgastadas do pesar
O Sussurro do meu espírito ecoar
No quarto escuro se arrastar

Minhas lágrimas tentam disfarçar
Meu olhar perdido a vagar
Por entre os meus cacos deslizar
Uma Fresta de luz a procurar

Meu peito queima a silenciar
Minha voz desaparece pelo ar
Minha mente confusa a instigar
Das garras da vida se desvencilhar

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