Deturpado

Coração muito machucado
Fragmentado e dilacerado
Agressivo demasiado
Rosna equivocado

Estenda sua mão e seja decepado
Arranhado, cuspido e decapitado
Bicho ferido encurralado
Vai te tornar mais um lesado

Ser que sofre aprisionado
Obcecado com o passado
Desconta todo seu sentimento descompensado
No que tenta ajudar com cuidado

Me aproximei de mais sem cuidado
Suas garras em meu peito cravado
Sangue vermelho exacerbado
Que escorre na alma e no peito cansado

A cada dia o mesmo resultado
Ser humano retrógrado estagnado
Age como um animal atribulado
Prova de que a evolução é um estado deturpado

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Cadeado

Coração de acrílico trincado
Peito de vidro despedaçado
A paixão é um sentimento fragmentado
Engolido pela fúria do passado

Talvez um desejo equivocado
Um deslumbre mal interpretado
Um caminho entediado
Ou um ser mal intencionado

Dispertou um sentimento sagrado
Rasgou um gatilho velado
Me lançou para um buraco cavado
Que a muito tenho evitado

A rejeição é um demônio dissimulado
Troca de face em demasiado
Seu rosto frio e debochado
Que tem me assombrado

Talvez eu esteja fadado
Por todos ser rejeitado
Talvez deva tomar cuidado
E colocar em meu peito, um cadeado.

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Saída de Emergência

As vezes a morte vem flertar
Suavemente a flutuar
Nos confusos pensamentos inflamar
Suas intenções frias aconchegar

Seus olhos gelados a encarar
No quarto escuro encurralar
Nas quinas nos móveis se deslizar
Por entre o silêncio se esgueirar

A vida é um fardo pesado a carregar
Entre a lâmina e o fogo se equilíbriar
Sorrisos amarelos para disfarçar
O peito vazio a sangrar

Por dentro um buraco a multiplicar
Por fora uma bolha a sufocar
Muitos estão a lhe cobrar
Poucos conseguem se importar

Pitty sempre a de cantar
Que os pulsos devemos guardar
Para que quando o final chegar
A saída de emergência possa nos salvar

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Saída de Emergência

As vezes a morte vem flertar
Suavemente a flutuar
Nos confusos pensamentos inflamar
Suas intenções frias aconchegar

Seus olhos gelados a encarar
No quarto escuro encurralar
Nas quinas nos móveis deslizar
Por entre o silêncio se esgueirar

A vida é um fardo pesado a carregar
Entre a lâmina e o fogo se equilibrar
Sorrisos amarelos para disfarçar
O peito vazio a sangrar

Por dentro um buraco a multiplicar
Por fora uma bolha a sufocar
Muitos estão a lhe cobrar
Poucos conseguem se importar

Pitty sempre a de cantar
Que os pulsos devemos guardar
Para que quando o final chegar
A saída de emergência possa nos salvar

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Darkside (depressão / borderline)


Os punhos enfiados na lama
No fundo do poço que inflama
Lágrimas se desintegram na chama
De mais uma derrota insana

Um berro que a alma clama
A reza que a garganta proclama
A dor que no peito derrama
Um looping de esperança e drama

Sorriso largo que engana
Vida social mediana
Imaginação ampla e profana
De uma realidade vazia e mundana

A solidão é tirana
O demônio particular atazana
O vazio interior emana
A lápide de uma alma humana.

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Asas


No fundo do poço a observar
As estrias das paredes sangrar
Ruídos de demônios a espreitar
A morte nos cantos se arrastar

As trevas me abraçar
O silêncio profundo me atravessar
Meus pés na lama atolar
O peso do mundo me esmagar

A dor visceral me calar
A maldição me condenar
O ódio meu coração pulsar
Como Antolhos a me cegar

O cansaço fez meu corpo se inclinar
Meus joelhos se dobrar
Minhas mãos no barro penetrar
Uma voz ao longe a sussurrar

“Bem vinda ao fundo do poço milenar
Daqui não vais mais afundar
Só tem um jeito de se salvar
É para cima escalar.”

Levei para cima meu olhar
Através da tampa vi o luar
Quando o medo parei de escutar
Descobri que tinha asas e sabia voar.

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Olho do furacão

A doença mental
É como a fúria do Vendaval
Vento circular unilateral
Arrancando a raiz do irracional

As telhas voam com o sopro brutal
Girando sob sua cabeça dissocial
Paredes dissolvem de forma gradual
Diante de seu olhar passional

No centro de uma cabana paradoxal
Madeira velha superficial
Protege o vazio existencial
Mas estremece a estabilidade emocional

A calmaria ocasional
Do olho do furacão colossal
Não trás o alívio sentimental
Pois é precursora da destruição visceral

Atrás de um sorriso cordial
De uma personalidade artificial
Uma alma abissal
Teme o próximo vendaval

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Bem vindo ao meu lado sombrio

Um assunto que evitamos falar
Uma guerra prestes a se travar
Uma bomba armada a apitar
Uma fera furiosa a rosnar

Dores pelo corpo a se arrastar
Enjoo e ansiedade estalar
Tremores a se espalhar
Como um gato a espreitar

Por entre os sentimentos deslizar
Até a realidade se transformar
o surto nos controlar
E o demônio escapar

A explosão a nos deformar
Até o remédio os sentidos desligar
E mesmo se os detalhes não lembrar
As consequências vem te cobrar.

Recomendação de música: Darkside – Neoni.