Uma seita Disfarçada de religião Pastores na fé e na transgressão Fanatismo se mistura com a manipulação Fiéis transcendem a ilusão
É uma verdadeira facção Seu maior pecado é a ambição Sua arma é a alienação Sua desculpa é a redenção
Se alimentam da dor e da submissão Prometem prosperidade e salvação Mas se não tiver sua devoção A retaliação é a possessão
Perversão Oculta pela adoração Psicopatas com o terno da discrição Torturas físicas, mentais e corrupção A sombra da Cruz da remissão
Lucas foi traído por sua fé e submissão Violentado por recreação Morto no templo da compaixão E seu corpo foi queimado para dissolução
A igreja perdoou essa transgressão Afinal, eles não tiveram a intenção Advogados limparam a reputação Da igreja e de cada pastor fanfarrão
Depois de 22 anos de superação A família Terra levou a oposição Para o tribunal de subversão Empurrando os Pastores para a condenação
Lucas e seu pai finalmente descansarão Marion viu a justiça e a resolução Que esse caso sirva de inspiração Para uma profunda e necessária investigação.
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O sino majestoso da pequena igreja central soou doze vezes, ecoando por ruas escuras e becos ocultos. No centro de uma praça arborizada, acima de um lance de escada, sob o gramado macio recentemente irrigado, a igrejinha se ergue, como um monumento tímido, pequeno em tamanho, grande em sua história. Suas portas voltadas para um hospital público contempla os mais diversos sentimentos humanos, a dor de quem sangra, o desespero de quem se curva ao luto, o medo da incerteza e a felicidade do nascimento.
Depois de um dia cheio de trabalho, a vida atravessou a rua e sentou-se na escadaria da igrejinha, cansada suspirou, abriu o livro e rabiscou mais um nome para sua lista dos nascimentos. A vida tem a aparência de uma mulher de trinta anos, cabelos longos e cacheados, pele cor de obsidiana essencial, olhos pequenos e misteriosos, lábios grossos avermelhados, veste uma túnica branca e trás um livro em suas pequenas mãos. Seu rosto ressaltado com a cor da natureza que se assemelha a maquiagem, e o brilho natural das estrelas como purpurina brilham sua pele sedosa.
De repente a morte atravessou a porta automática do hospital, seguida por uma família em tristeza profunda. O grupo atravessou a rua e se reuniu diante da igreja enquanto a morte senta ao lado de sua rival no degrau desgastado. A morte se apresenta de forma caricata, corpo esquelético, envolto em uma túnica negra levando uma foice nas mãos. Em algum momento se identificou com o imaginário humano e se adaptou a imagem fria que lhe foi dada.
Apesar de seu rosto de ossos não demonstrar emoções, a vida notou a felicidade implícita em sua antagonista enquanto observa a família lamentar o pesar do luto. Incomodada, a vida se gabou das vidas que presenteou.
-Dei a vida para nove bebês – disse ela com um largo sorriso – Fiz nove famílias felizes.
-Que bom.
O desdém da morte a deixou ainda mais inconformada.
-Como pode se deliciar com a morte de alguém? Sorrir enquanto essa família chora? Que tipo de demônio desalmado você é?
A morte não respondeu, apenas se levantou e se afastou lentamente, desaparecendo no breu noturno deixando o ar frio e mórbido para trás. De repente os familiares abafaram o choro e começaram a falar.
-O Papai viveu muito bem – disse um homem – teve dois casamentos felizes, viajou o mundo, teve seis filhos que foram o mundo para ele.
-Realizou seus sonhos se tornando um empresário – disse a outra filha – mas nunca se esqueceu da família e dos amigos.
-Chegou aos oitenta e seis anos saudável – disse a ex esposa.
A vida saltou dos degraus irritada, como a morte pôde interromper uma história tão incrível?
-Mas a idade o debilitou muito nestes últimos meses – disse o filho – o câncer o consumiu muito rápido e a dor estava insuportável, ele precisava de um alívio.
-Sim – a filha concordou – Apesar da tristeza que sentimos, temos que ter em mente que o papai está livre de todo sofrimento causado por essa doença horrível. Ele descansou em paz depois de ter feito a vida valer a pena.
De repente a vida teve um insight, aquele ser que julgou ser sua rival, por destruir tudo que ela criava, não era uma vilã, pois dava as suas criações o que a vida não podia dar, o alívio da dor terminal. Pereceu também que por milhares de anos, ela viu apenas o começo da criação, mas não sabia como elas terminavam, as decisões que tomam, as conquistas, derrotas, lutas e marcas que deixavam na história. Desse dia em diante, a vida passou a visitar necrotérios, sentar-se em gavetas frias para ouvir por horas a morte contar de forma orgulhosa a história de suas criações. E por ironia, a morte tem mais orgulho da vida, do que a própria vida. E as vezes, mais do que admite, a morte vai a maternidade também, só pra ver como tudo começa, se Inclina sob um bebê e sussurra.
-Faz sua vida valer a pena, porque dá próxima vez que nos encontrarmos, quero ouvir uma história boa. Mas não conta pra ninguém, é segredo.
A manipulação centenária Filha da ganância mercenária Envolve a mente sectária Da Geração hipócrita e mortuária
Ao longo da história sanguinária Alguns líderes de seita salafrária Vestiram a máscara solidária Escondendo sua intenção bilionária
Enquanto sua seita filária Se levanta contra uma ilusória adversária Como uma doença parasitária Desvia milhões para sua família beneficiária
Barreira na rodovia necessária Atrapalhando a luta diária De crianças com câncer e doença hereditária E de uma grávida com dor torcionária
Clínica de hemodiálise com falta temporária Material parado na estrada precária Causando dor desnecessária Risco de mandar corpos para a funerária
Mas por alguma razão pária A alienação partidária Disfarçada de ideia evolucionária Tirou a humanidade dessa gregária
Enquanto você passa fome e frio na rua intermediária Sem se importar com a classe doente e operária Sua admiração imaginária Se torna uma personalidade multimilionária
Quando a ação revolucionária Tiver fim pela parte plenipotenciária Você vai perceber de forma involuntária Que foi apenas uma peça nessa farsa infantil e orçamentária.
“A partir do momento que você começa a brincar com a vida do outro, se torna um criminoso.”
O espelho é seu maior rival Um reflexo superficial Com olhar negro mortal Julgamento irracional
No pulso uma linha transversal Sangue viscoso essencial Silenciando a dor interna substancial Um alívio sutil e superficial
A frustração atemporal O peso da culpa integral O sintoma do trauma colossal A vergonha do segredo moral
Descer ao inferno sentimental No calor da chama paradoxal Queimando a carne em punição sensorial De uma vítima ocasional
Transcendendo entre a dor e a inércia existencial A dor é uma justificativa racional O fundo do poço é um caminho natural E a morte é uma saída emergencial
Neste ponto todo mundo parece imparcial Cada um com sua vida especial Sem perceber sua descida gradual Para as garras frias da morte intencional
O sofrimento da realidade passional Te faz esconder sua dor emocional Pois acredita ser uma fraqueza irracional Como um animal esconde a ferida fatal
Não há fraqueza na doença mental Sua dor é válida e pessoal Só você conhece os demônios da profundeza abismal Da sua mente informal
A cicatriz no seu corpo é um grito visceral Um pedido de ajuda crucial Não é motivo de vergonha imoral São marcas de uma guerra intemporal
O suicídio é uma caixa de pandora desleal Você deseja que sua dor tenha um final Mas também vai matar de forma brutal Quem te ama de forma incondicional
Atrás de você há uma linhagem ancestral Energias de força magistral Ao seu lado o amor fraternal Na espiritualidade uma força sobrenatural
A solidão não real Busque ajuda profissional Tente achar que não é assim tão mal Guarde os pulsos para o final
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